O veto do governo federal ao kit anti-homofobia, que seria distribuído nas escolas do País, levou o movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) a se mobilizar para vaiar a presidente Dilma Rousseff nas mais de 200 paradas gays que serão realizadas no Brasil nos próximos meses. Alguns militantes conhecidos, como o antropólogo Luiz Mott, disseram, nesta segunda-feira em Salvador, que pretendem vaiar Dilma até em eventos públicos de que ela participe na capital baiana.
Após a presidente ter sido vaiada na parada de Campinas (SP), no dia 3 de julho, Mott afirmou ter feito uma consulta nas principais listas gays da internet, "vencendo a proposta a favor de vaiar Dilma nas próximas paradas LGBT". A presidente foi igualmente criticada em faixas e banners na parada de São Paulo, considerada a maior do mundo. Ela foi representada num enorme boneco com os dizeres "Dilma trocou o Kit Anti-homofobia por Palocci!" - uma alusão à pressão feita pela bancada evangélica no Congresso, que ameaçou aprovar a convocação do ex-ministro Antonio Palocci para uma CPI caso o kit fosse distribuído.